Politique de la cité et philosophie portugaise

Un nouveau parti politique basé sur les principes de la philosophie portugaise vient d’être fondé autour de notre ami Jacinto Alves. Seul le Portugal est capable de générer ce type d’utopie créatrice, porteuse de nouveaux paradigmes sociétaux appelés à influencer concrètement le futur qui approche. En rétablissant l’alliance entre la Cité et le Jardin, entre Politique, Science, Art et Spiritualité, c’est à l’être humain intégral et non plus morcelé par une modernité maladive que s’adresse ce nouveau mouvement de pensée à la croisée des traditions et des avant-gardes.

O  NOVO PARTIDO POLÍTICO 

O “PCCIP” 

O PCCIP – Partido Cooperante, Cooperativo e Inovador Português é uma figura simbólica que pela sua geometria representa efetivamente os opostos de uma dada ideologia filosófica/política sempre presente ao longo de milhares de anos na História da Humanidade. Na verdade representa e em termos semânticos os extremos dessa mesma ideologia filosófica traduzindo-se em conceitos ligados a diferentes binómios, tais como: escravos/senhores; nobreza/ gleba, trabalho/capital ou ainda as diferentes esquerdas/direitas de políticas partidárias! Finalmente o símbolo “PCCIP” na sua tradução literal é: – Partido Cooperante, Cooperativo e Inovador Português – PCCIP.
O idoso, ou sejam as gerações mais idosas, a chamada terceira idade, representam na verdade a última e mais importante fase da vida humana que na realidade é o somatório de todo o conhecimento e experiências humanas acumuladas durante uma vida física. As pessoas mais idosas atingiram o máximo desenvolvimento mental sustentado por uma mais desenvolvida espiritualidade, o que os tornam mais aptos na utilização da sua capacidade mental utilizando a ação e força do pensamento consciente e devidamente direcionado para ações de elevado valor moral, intelectual e espiritual.

Na verdade vão ser as gerações menos jovens que irão estabelecer de forma mais eficiente a ligação com as entidades superiores espirituais que habitam as dimensões mais avançadas da vida universal que observam e supervisionam a humanidade do planeta Terra.
De facto o desenvolvimento e aprofundamento da democracia participativa e quando o cidadão comum estiver preparado e consciente dos seus deveres, ele saberá praticar uma nova forma de cidadania, onde o capitalismo selvagem e a exploração desenfreada dos recursos naturais e dos próprios seres humanos que na sua situação de pobreza e maior dependência já não tiverem lugar e as conhecidas e decadentes correntes ideológicas derem lugar a uma nova sociedade onde princípios como a Solidariedade; a Sobriedade; a Cooperação e Espiritualidade serão uma realidade consistente nas novas sociedades humanas e verdadeiramente irão dar origem a uma nova ordem política, económica e social e tendo como base o cultivo e a prática real da espiritualidade daí irá nascer uma Nova Teoria Política que o PCCIPPartido Cooperante, Cooperativo e Inovador Português irá transmitir à Humanidade que na verdade será a Doutrina do Quinto Império defendida pelo Padre António Vieira; Fernando Pessoa;  Agostinho da Silva e por outros ilustres Portugueses que vieram ao longo da História de Portugal sempre a defender e sendo a Doutrina do Quinto Império  na realidade uma doutrina verdadeiramente  Lusófona.
“Deus Escreve Direito por Linhas Torta” fundamentando-se numa nova conceituação cooperante e cooperativista para a Lusofonia e porquê? Porque ao analisarmos a já longa história do Povo Português verificamos que a necessidade de sobrevivência dos Portugueses tem vindo a ser sempre uma constante na vida deste povo secular.
A necessidade de expansão do Condado Portucalense, iniciado pelo Conde D. Henrique e prosseguido e consolidado pelo seu filho D. Afonso Henriques, veio definitivamente a definir as fronteiras naturais, geográficas e politicas de Portugal. Tratando-se de um povo bloqueado pela imensidão oceânica do Atlântico e pela poderosa barreira representada pelos territórios de Castela, tinha naturalmente de lutar face `as necessidades de sobrevivência territorial procurando expandir-se através do imenso e desconhecido mar atlântico.

Uma vez que a conquista de Marrocos lhe foi vedada em 1578, na famosa batalha dos Três Reis – em Alcácer-Quibir
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Na verdade é com o nosso Rei D. Dinis que começa a ser delineado um projeto de expansão marítima que iria permitir ao povo português poder sobreviver movido por uma ingente necessidade, sendo na verdade que graças à imposição da necessidade dramática e dai surgindo uma poderosa e esmagadora força obrigando os Portugueses a um enorme esforço de vontade, sacrifício, sofrimento, abnegação e inteligência a descobrir novos mundos para o mundo e dai, efetivamente começou a surgir a origem da Lusofonia.

Tem sido sempre a necessidade imperiosa de sobrevivência dos Portugueses que ao longo da sua Historia, os tem vindo a levar a tomar diferentes iniciativas, como por exemplo: as sempre crescentes emigrações param diferentes partes do mundo, levando conhecimentos, capacidade de trabalho e de iniciativa indo beneficiar os diferentes povos situados na África, Ásia, Américas e na própria Europa.

Tal como em séculos anteriores, ciclicamente o povo português, mais uma vez está emigrando de uma forma quase maciça, somando ou alcançando um número cada vez maior de pessoas que deixam o país. A atual crise que assola Portugal tem estado a levar a um sucessivo empobrecimento que na nossa opinião trata-se de uma ação planeada pelo atual governo de maioria neoliberal, que obedecendo a um plano previamente estabelecido por si numa clara perspetiva de mudança ideológica, sustentado e orientado pelo atual poder vigente em Bruxelas, caracterizado por uma ideologia neoliberal, de natureza economicista, fria e implacável perfeitamente enquadrada nos planos de um capitalismo desumano, insensível e selvagem, apenas visando o lucro para satisfação de uma minoria de seres humanos exploradores e portadores do grande capital representado pelos mercados financeiros especulativos e tendo como sua policia as agencias de notação;

O atual poder político que governa Portugal, formado por uma tríade, onde o Presidente da Republica; o Primeiro-ministro e o Vice-Primeiro Ministro são o rosto português do verdadeiro poder dominante em Bruxelas.

De uma forma histórica poderemos comparar essa mesma tríade portuguesa, repartida pelas respetivas entidades que a compõe aos exemplos de um Napoleão Bonaparte, em França ou de um Hitler na Alemanha, como sendo detonadores psíquicos que no seu contexto próprio vieram a alterar dramaticamente a evolução própria dos diferentes povos e de entre eles, o português.

Perante este circunstancialismo que está envolvendo de forma dramática o povo português e face a esse mesmo circunstancialismo gerador de miséria, de fome, desemprego de milhares e de milhares de cidadãos quer mais jovens e ou menos jovens levando-os como único recurso a emigrar, procurando novos países onde venham a recuperar a esperança perdida, emigrando para as antigas colónias africanas, Américas, Ásia e Europa indo enriquecer aqueles diferentes países e empobrecendo o seu próprio pais, enfraquecendo-o e despovoando-o e dai poder resultar uma possível extinção de Portugal como nação soberana e independente!

Nada de novo foi inventado e o ser humano de forma sábia e consciente compreende e segue de forma racional e progressiva as lições e os exemplos extraordinários que a Natureza através das suas leis tem vindo a imprimir desde a formação do planeta e dessa mesma ação surgiu a manifestação multi-diferenciada da vida orgânica e inorgânica na Terra. No caso específico do ser humano ao nascer neste mundo físico vai naturalmente ser submetido a uma iniciação adequada à sua formação e desenvolvimento estando então sujeito às quatro fases vivenciais que compreendem em sentido evolutivo a infância; a juventude; a maturidade e finalmente a velhice, o que surpreendentemente poderemos comparar na respetiva ordem natural à Primavera; ao Verão; ao Outono e ao Inverno!

Todas as fases da iniciação por que passam os seres humanos compreendem sempre a sua formação global e o seu desenvolvimento que vai contemplar diferentes campos evolutivos, tais como: o somático, o psíquico e o  espiritual. Na realidade e no que se refere à nova figura institucional do futuro Partido Político igualmente poderemos considerar que o respetivo militante irá ter uma iniciação em conformidade com a natureza e estruturas ideológicas do referido Partido, passando por uma fase de formação cívica; política e de militância.

Conforme afirmámos inicialmente e no campo cívico/moral o iniciado militante deve assimilar e praticar os quatro princípios básicos já referidos que são exatamente – a Sobriedade; a Solidariedade; a Cooperação e finalmente a Espiritualidade, sendo este último princípio correspondente ao Inverno da vida do ser humano – estação onde aquele atinge a plenitude do seu desenvolvimento intelectual e espiritual.

Eis, pois uma boa conclusão ao seguirmos o exemplo da Mãe Natureza, aplicando a mesma orientação seguida por aquela num novo modelo ou figura institucional de um dado partido político, indo buscar a história; a cultura do respetivo país, inspirando-se no caso de Portugal nas suas históricas e nobres Ordens Religiosas Militares, restaurando mesmo o espírito da Ordem de Cristo e insuflando-o nas mentes jovens portuguesas, desenvolvendo o amor-pátrio e mobilizando-as numa causa superior da Nação como objetivo máximo e conducente ao desenvolvimento material e espiritual de Portugal e nessas mesmas bases desenvolver então um projeto de Lusofonia integralmente virado para a cooperação e solidariedade com todos os países que falam a língua portuguesa e daí dando razão ao grande poeta Fernando Pessoa que afirmava que “ A minha Pátria é a Língua Portuguesa.

De facto, nós Portugueses dispomos de material riquíssimo que nos poderá permitir desenvolver uma nova perspetiva de vida, partindo de novas premissas completamente soltas, livres de cansadas ideologias ortodoxas, onde poderemos optar por uma nova economia de autos-sustentação em que a importância do “lucro” passa a um plano inferior substituído por novos ideais de vivência e desenvolvimento sociais onde princípios como a Solidariedade; a Sobriedade; a Cooperação e a Espiritualidade serão os pilares fundamentais de uma nova ordem social, política e económica fundamentada em princípios cooperantes e cooperativos baseados no conhecimento de um espiritualismo cientificamente avançado iremos alargar a nossa compreensão do Universo na importante busca de conhecê-lo e sobretudo de nos conhecermos a nós próprios como entidade vivas, inteligentes e formadas por corpo e espírito, buscando, assim conhecer finalmente a verdadeira razão da nossa origem e o porquê da nossa existência no contexto universal onde são uma realidade transcendente a transformação da Matéria e a evolução da Força!

Jacinto Alves, membro fundador da ACPC – Academia do Conhecimento Portus Cale e escritor e ensaísta e autor dos livros – « Operação: Quinto Império » (Editora Ecopy); « Ensaio Sobre a Doutrin a do Quinto Império » (Chiado Editora; « Os Arquitetos do Universo – História do Homem Futuro »(Em preparação).

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Hervé Delabarre

Prolégomènes pour un ailleurs par Hervé Delabarre, Les Hommes sans Epaules Editions.
Hervé Delabarre, né à Saint-Malo en 1938, est peintre et poète qui s’inscrit dans l’esprit du surréalisme tout en portant une originalité qui lui est propre. Tout comme André Breton, sa poésie est un véhicule pour traverser les voiles qui dissimulent le réel.
Dans une longue et riche préface, Christophe Dauphin dit toute l’importance de l’œuvre qui fascina André Breton.
« Hervé Delabarre est un poète dont chaque œuvre est un défi à l’abstraction, une plongée dans le concret, le merveilleux. Ses poèmes possèdent un pouvoir insurrectionnel qui n’est pas sans rapport direct, avec le Merveilleux, l’humour noir, le mystère, l’amour, certes, mais avant tout avec l’être et ces fêlures… »

Couv Delabarre

Au cœur de la démarche de ce « Chevalier du Merveilleux », la femme est à la fois inspiratrice et initiatrice, celle qui introduit la merveille dans la réalité pour mieux révéler l’être en ses intensités. Dans un long poème dédié à l’actrice Louise Lagrange, c’est la queste du Féminin libre et secret qu’il invoque. Extrait :

Vos lèvres tachées
Vos lèvres peintes
Soigneusement tracées au crayon
Vos regards tristes
Mouillés d’araignées mauves sous le parasol blanc du songe
Surgissent dans l’une de ces rues
Où je suis la ligne de cœur
L’émotion du désir fait refluer le sang de votre visage
Les narines pincées sous l’étau des yeux d’hommes
Vous essayez de découvrir
Sous le déferlement des oiseaux de proie
Sous les ailes séchées des corbeaux et des papillons carnassiers
Le tableau peint de toute éternité dans le midi du noir
Quand le glaive y descend pour entrouvrir les fruits
Où dorment emprisonnées les femmes…

Hervé Delabarre développe un rapport particulier au langage. Il rend étrangement vivants les mots qui tendent à devenir cadavres sous les chaînes du conformisme. En libérant la langue, c’est le monde qu’il délie. Ainsi, avec l’ouverture des Portraits-Flashs :

Contrairement à ce qui se dit
On n’a jamais vécu ici d’amour et d’eau fraîche

Le tabernacle ne contient plus que des cendres
L’encens s’épand dans l’air comme une cicatrice

Si la poésie d’Hervé Delabarre est initiatique, si elle rapproche de l’être, c’est par discipline, la discipline de l’arcane, presque naturelle au poète, qu’il décrit ainsi à Jean-Claude Tardif :
« Encore faut-il faire le vide, m’éloigner de toute réflexion, de toute pensée contrôlée, rejeter tout jugement critique, demeurer en état de réceptivité, à l’écoute. Et contrairement à ce que l’on pourrait croire, cela nécessite aussi un labeur, une discipline, ouvrant une brèche qui nous relie à cette voix intérieure et nous permet de rester « branchés », d’aucuns diraient « connectés ». »

Roncevaux

Un ciboire peut en cacher un autre
A même de nous enivrer
Et la Bible n’est plus désormais
Que le versant doré d’un corps

Les lèvres saignent de trop aimer
Tandis qu’un cœur
S’ouvre comme une blessure
Et nous conduit tout droit aux enfers

Il n’y a pas ici de nautonier
C’est Roncevaux
Roncevaux vous dis-je
Avec à son extrémité
La belle Aude pour nous accueillir

Les Hommes sans Epaules, 8 rue Charles Moiroud, 95440 Ecouen – France.
http://www.leshommessansepaules.com/

Emmanuelle Le Cam

Poèmes de l’Ankou avec Whisky et gui de Nouvel An par Emmanuelle Le Cam, Editions Rafael de Surtis.

Nous devons à Emmanuelle Le Cam une trentaine d’ouvrages de poésie en vingt ans.

Sa poésie s’étend vers les contrées obscures de l’être, là où le trouble domine et l’espoir s’efface ne laissant qu’une trace infime quand seule la mort évoque la vie par une imitation sordide.

 

Extraits :

 

 

la divine fait une fausse couche

c’est un nom de pudeur pour

« avortement » ; la divine se pavane

de palace en palace

sous le regard impavide

des garçons d’étage

comme dans ce très vieux conte

irlandais

l’histoire n’est qu’un prétexte, car

nous mourrons tous de lierre emmêlé

 

 

et c’est la mort que tu vois

au bout d’un chemin terne

les écorchés

reposent sur leur paillasse

les pendus ondulent au

vent qui va sous

leurs vêtements

« faire baudruche »

et tu n’y crois plus toi-même

que la douceur

puisse tout sauver

un jour de

belle lune

 

 

Si Emmanuelle Le Cam vient se heurter aux limites c’est par pressentiment d’un infini qui ne cesse de se cacher dans les contractions.

En fait, seules la fluidité et la beauté des mots sauvent le lecteur du gouffre.

 

Editions Rafael de Surtis, 7, rue Saint Michel, 81170 Cordes-sur-Ciel.

http://www.rafaeldesurtis.fr/

La littérature contre les dictatures

Les écrivains contre les dictatures en Europe centrale, orientale et occidentale par Alain Vuillemin, Editions Rafael de Surtis.
En 1989, Alain Vuillemin avait publié aux Editions Méridiens-Klincksieck un ouvrage, tiré de sa thèse, intitulé Le dictateur ou le dieu truqué dans les romans français et anglais de 1918 à 1984. Il reprend et prolonge cette étude importante pour mieux évaluer les processus à l’œuvre dans le traitement de la littérature et des auteurs par les dictatures et l’émergence des « littératures de résistance ».
Familier de la Roumanie, Alain Vuillemin débute cet essai avec le cas exemplaire du « dictateur roumain », qui a nourri singulièrement la littérature roumaine d’expression française de 1983 à 1998.
Il distingue dans la « littérature de résistance », née en Europe sous l’occupation allemande de 1939 à 1945 et désignée plutôt comme « dissidence » à partir des années 1960-1970, plusieurs types de littérature.
Il existe une « littérature du silence » faite d’écrits cachés, parfois de journaux intimes, chez ceux qui, ne pouvant s’exiler et refusant toute compromission, se sont repliés dans « une espèce d’émigration intérieure », prenant parfois refuge, comme le bulgare Lubomir Guentchev dans une langue autre, en l’occurrence pour Guentchev le français. Certains de ces textes silencieux furent définitivement perdus, d’autres publiés des années plus tard, souvent après la mort de leurs auteurs.
Nous trouvons aussi une « littérature de l’exil », à laquelle donnèrent vie des écrivains en exil à la fois de leur pays et de leur langue, rythmée par les drames que furent le « coup de Prague » de 1948, l’insurrection de la Hongrie en 1956, celle de la Tchécoslovaquie en 1968 et d’autres événements majeurs. A cette littérature de l’exil se rattachent de nombreux auteurs dont Ionesco, Cioran, Georghiu, Gombrowicz, Milosz…
La « littérature de la déviance » ou de la dissidence se caractérise par des formes nouvelles de contestation au sein même des pays en dictature, parfois clandestines, parfois non, selon la pression de l’étau dictatorial et la créativité des auteurs pour contourner les interdits.
La « littérature de protestation » rassemble des écrivains qui se sont élevés de manière plus évidente, parfois violente, contre les dictatures, sans avoir toujours été entendus, loin s’en faut. Ce fut le cas face au nazisme comme au stalinisme.
Toutes ces littératures portent bien entendu des paradoxes et des ambigüités, elles n’en sont pas moins une source pour comprendre les périodes concernées et une richesse sur le plan littéraire.

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La deuxième partie de l’ouvrage s’intéresse à la contestation du pouvoir à travers des auteurs comme Georges Astalos, Oana Orlea, Tudor Eliad ou encore Liliana Lazar. Ces auteurs ont traité l’inscription de la dictature dans la chair mais aussi dans les esprits, les auto-aveuglements des peuples, les métamorphoses des individus, les comportements énantiodromiques, les basculements d’une aliénation à une autre, les cicatrices cachées qui suppurent.
Avec des auteurs comme Alan Sillitoe, Michel Del Castillo, Tudor Eliad encore ou Petru Dumitriu, Alain Vuillemin aborde la question de l’exaltation du pouvoir à travers les tensions entre liberté et violence, ordre et intimité, nihilisme et altérité, totalitarisme et poésie, culpabilité et insurrection.
Les procès staliniens et leur démesure sont l’objet d’une étude particulière qui met en évidence, le grotesque officiel d’une part et la faiblesse de la vérité, qu’elle soit murmurée dans les larmes ou hurlée dans le sang. Face aux « assassinats légaux », la littérature de protestation peine même à rendre compte du gigantisme de l’arbitraire qui devient « incroyable ». La littérature des procès sommaires engendrera son complément « naturel », la littérature de l’univers concentrationnaire, on pense bien sûr à Ana Novac et Elie Wiesel, « deux témoins de l’inhumanité en Europe centrale » mais aussi, côté roumain, à Madeleine Cancicov, Lena Constanté, Oana Orlea ou Lélia Trocan.
Le lecteur ne sort pas indemne de cet essai et c’est une bonne nouvelle. De même que les auteurs de la littérature de résistance se sont heurtés, décennie après décennie, à l’indifférence, la lâcheté, la médiocrité, l’oubli, il ne faudrait pas que l’essai puissant d’Alain Vuillemin passe inaperçu car ce livre traite moins d’un passé récent que de notre présent et d’un futur sombre qui voudrait s’approcher. La littérature et particulièrement la poésie ont vocation à combattre toute forme d’aliénation et d’atteinte à la liberté. A l’heure où une fausse littérature, dissimulée sous un éphémère maquillage pailleté, cherche à endormir les peuples inféodés, il est bon de s’armer contre le processus mortifère d’exclusion – claustration – expiation.
Pour conclure son essai, Alain Vuillemin se tourne vers le mythe occidental du dictateur si vivant dans les romans français et anglais du XXème siècle et évoque, invoque même, dans les derniers mots du livre, ce principe orwellien, « une puissance de résistance qu’aucun dictateur ne réussira jamais à abattre ».
Editions Rafael de Surtis, 7, rue Saint Michel, 81170 Cordes-sur-Ciel.
http://www.rafaeldesurtis.fr/