Politique de la cité et philosophie portugaise

Un nouveau parti politique basé sur les principes de la philosophie portugaise vient d’être fondé autour de notre ami Jacinto Alves. Seul le Portugal est capable de générer ce type d’utopie créatrice, porteuse de nouveaux paradigmes sociétaux appelés à influencer concrètement le futur qui approche. En rétablissant l’alliance entre la Cité et le Jardin, entre Politique, Science, Art et Spiritualité, c’est à l’être humain intégral et non plus morcelé par une modernité maladive que s’adresse ce nouveau mouvement de pensée à la croisée des traditions et des avant-gardes.

O  NOVO PARTIDO POLÍTICO 

O “PCCIP” 

O PCCIP – Partido Cooperante, Cooperativo e Inovador Português é uma figura simbólica que pela sua geometria representa efetivamente os opostos de uma dada ideologia filosófica/política sempre presente ao longo de milhares de anos na História da Humanidade. Na verdade representa e em termos semânticos os extremos dessa mesma ideologia filosófica traduzindo-se em conceitos ligados a diferentes binómios, tais como: escravos/senhores; nobreza/ gleba, trabalho/capital ou ainda as diferentes esquerdas/direitas de políticas partidárias! Finalmente o símbolo “PCCIP” na sua tradução literal é: – Partido Cooperante, Cooperativo e Inovador Português – PCCIP.
O idoso, ou sejam as gerações mais idosas, a chamada terceira idade, representam na verdade a última e mais importante fase da vida humana que na realidade é o somatório de todo o conhecimento e experiências humanas acumuladas durante uma vida física. As pessoas mais idosas atingiram o máximo desenvolvimento mental sustentado por uma mais desenvolvida espiritualidade, o que os tornam mais aptos na utilização da sua capacidade mental utilizando a ação e força do pensamento consciente e devidamente direcionado para ações de elevado valor moral, intelectual e espiritual.

Na verdade vão ser as gerações menos jovens que irão estabelecer de forma mais eficiente a ligação com as entidades superiores espirituais que habitam as dimensões mais avançadas da vida universal que observam e supervisionam a humanidade do planeta Terra.
De facto o desenvolvimento e aprofundamento da democracia participativa e quando o cidadão comum estiver preparado e consciente dos seus deveres, ele saberá praticar uma nova forma de cidadania, onde o capitalismo selvagem e a exploração desenfreada dos recursos naturais e dos próprios seres humanos que na sua situação de pobreza e maior dependência já não tiverem lugar e as conhecidas e decadentes correntes ideológicas derem lugar a uma nova sociedade onde princípios como a Solidariedade; a Sobriedade; a Cooperação e Espiritualidade serão uma realidade consistente nas novas sociedades humanas e verdadeiramente irão dar origem a uma nova ordem política, económica e social e tendo como base o cultivo e a prática real da espiritualidade daí irá nascer uma Nova Teoria Política que o PCCIPPartido Cooperante, Cooperativo e Inovador Português irá transmitir à Humanidade que na verdade será a Doutrina do Quinto Império defendida pelo Padre António Vieira; Fernando Pessoa;  Agostinho da Silva e por outros ilustres Portugueses que vieram ao longo da História de Portugal sempre a defender e sendo a Doutrina do Quinto Império  na realidade uma doutrina verdadeiramente  Lusófona.
“Deus Escreve Direito por Linhas Torta” fundamentando-se numa nova conceituação cooperante e cooperativista para a Lusofonia e porquê? Porque ao analisarmos a já longa história do Povo Português verificamos que a necessidade de sobrevivência dos Portugueses tem vindo a ser sempre uma constante na vida deste povo secular.
A necessidade de expansão do Condado Portucalense, iniciado pelo Conde D. Henrique e prosseguido e consolidado pelo seu filho D. Afonso Henriques, veio definitivamente a definir as fronteiras naturais, geográficas e politicas de Portugal. Tratando-se de um povo bloqueado pela imensidão oceânica do Atlântico e pela poderosa barreira representada pelos territórios de Castela, tinha naturalmente de lutar face `as necessidades de sobrevivência territorial procurando expandir-se através do imenso e desconhecido mar atlântico.

Uma vez que a conquista de Marrocos lhe foi vedada em 1578, na famosa batalha dos Três Reis – em Alcácer-Quibir
.
Na verdade é com o nosso Rei D. Dinis que começa a ser delineado um projeto de expansão marítima que iria permitir ao povo português poder sobreviver movido por uma ingente necessidade, sendo na verdade que graças à imposição da necessidade dramática e dai surgindo uma poderosa e esmagadora força obrigando os Portugueses a um enorme esforço de vontade, sacrifício, sofrimento, abnegação e inteligência a descobrir novos mundos para o mundo e dai, efetivamente começou a surgir a origem da Lusofonia.

Tem sido sempre a necessidade imperiosa de sobrevivência dos Portugueses que ao longo da sua Historia, os tem vindo a levar a tomar diferentes iniciativas, como por exemplo: as sempre crescentes emigrações param diferentes partes do mundo, levando conhecimentos, capacidade de trabalho e de iniciativa indo beneficiar os diferentes povos situados na África, Ásia, Américas e na própria Europa.

Tal como em séculos anteriores, ciclicamente o povo português, mais uma vez está emigrando de uma forma quase maciça, somando ou alcançando um número cada vez maior de pessoas que deixam o país. A atual crise que assola Portugal tem estado a levar a um sucessivo empobrecimento que na nossa opinião trata-se de uma ação planeada pelo atual governo de maioria neoliberal, que obedecendo a um plano previamente estabelecido por si numa clara perspetiva de mudança ideológica, sustentado e orientado pelo atual poder vigente em Bruxelas, caracterizado por uma ideologia neoliberal, de natureza economicista, fria e implacável perfeitamente enquadrada nos planos de um capitalismo desumano, insensível e selvagem, apenas visando o lucro para satisfação de uma minoria de seres humanos exploradores e portadores do grande capital representado pelos mercados financeiros especulativos e tendo como sua policia as agencias de notação;

O atual poder político que governa Portugal, formado por uma tríade, onde o Presidente da Republica; o Primeiro-ministro e o Vice-Primeiro Ministro são o rosto português do verdadeiro poder dominante em Bruxelas.

De uma forma histórica poderemos comparar essa mesma tríade portuguesa, repartida pelas respetivas entidades que a compõe aos exemplos de um Napoleão Bonaparte, em França ou de um Hitler na Alemanha, como sendo detonadores psíquicos que no seu contexto próprio vieram a alterar dramaticamente a evolução própria dos diferentes povos e de entre eles, o português.

Perante este circunstancialismo que está envolvendo de forma dramática o povo português e face a esse mesmo circunstancialismo gerador de miséria, de fome, desemprego de milhares e de milhares de cidadãos quer mais jovens e ou menos jovens levando-os como único recurso a emigrar, procurando novos países onde venham a recuperar a esperança perdida, emigrando para as antigas colónias africanas, Américas, Ásia e Europa indo enriquecer aqueles diferentes países e empobrecendo o seu próprio pais, enfraquecendo-o e despovoando-o e dai poder resultar uma possível extinção de Portugal como nação soberana e independente!

Nada de novo foi inventado e o ser humano de forma sábia e consciente compreende e segue de forma racional e progressiva as lições e os exemplos extraordinários que a Natureza através das suas leis tem vindo a imprimir desde a formação do planeta e dessa mesma ação surgiu a manifestação multi-diferenciada da vida orgânica e inorgânica na Terra. No caso específico do ser humano ao nascer neste mundo físico vai naturalmente ser submetido a uma iniciação adequada à sua formação e desenvolvimento estando então sujeito às quatro fases vivenciais que compreendem em sentido evolutivo a infância; a juventude; a maturidade e finalmente a velhice, o que surpreendentemente poderemos comparar na respetiva ordem natural à Primavera; ao Verão; ao Outono e ao Inverno!

Todas as fases da iniciação por que passam os seres humanos compreendem sempre a sua formação global e o seu desenvolvimento que vai contemplar diferentes campos evolutivos, tais como: o somático, o psíquico e o  espiritual. Na realidade e no que se refere à nova figura institucional do futuro Partido Político igualmente poderemos considerar que o respetivo militante irá ter uma iniciação em conformidade com a natureza e estruturas ideológicas do referido Partido, passando por uma fase de formação cívica; política e de militância.

Conforme afirmámos inicialmente e no campo cívico/moral o iniciado militante deve assimilar e praticar os quatro princípios básicos já referidos que são exatamente – a Sobriedade; a Solidariedade; a Cooperação e finalmente a Espiritualidade, sendo este último princípio correspondente ao Inverno da vida do ser humano – estação onde aquele atinge a plenitude do seu desenvolvimento intelectual e espiritual.

Eis, pois uma boa conclusão ao seguirmos o exemplo da Mãe Natureza, aplicando a mesma orientação seguida por aquela num novo modelo ou figura institucional de um dado partido político, indo buscar a história; a cultura do respetivo país, inspirando-se no caso de Portugal nas suas históricas e nobres Ordens Religiosas Militares, restaurando mesmo o espírito da Ordem de Cristo e insuflando-o nas mentes jovens portuguesas, desenvolvendo o amor-pátrio e mobilizando-as numa causa superior da Nação como objetivo máximo e conducente ao desenvolvimento material e espiritual de Portugal e nessas mesmas bases desenvolver então um projeto de Lusofonia integralmente virado para a cooperação e solidariedade com todos os países que falam a língua portuguesa e daí dando razão ao grande poeta Fernando Pessoa que afirmava que “ A minha Pátria é a Língua Portuguesa.

De facto, nós Portugueses dispomos de material riquíssimo que nos poderá permitir desenvolver uma nova perspetiva de vida, partindo de novas premissas completamente soltas, livres de cansadas ideologias ortodoxas, onde poderemos optar por uma nova economia de autos-sustentação em que a importância do “lucro” passa a um plano inferior substituído por novos ideais de vivência e desenvolvimento sociais onde princípios como a Solidariedade; a Sobriedade; a Cooperação e a Espiritualidade serão os pilares fundamentais de uma nova ordem social, política e económica fundamentada em princípios cooperantes e cooperativos baseados no conhecimento de um espiritualismo cientificamente avançado iremos alargar a nossa compreensão do Universo na importante busca de conhecê-lo e sobretudo de nos conhecermos a nós próprios como entidade vivas, inteligentes e formadas por corpo e espírito, buscando, assim conhecer finalmente a verdadeira razão da nossa origem e o porquê da nossa existência no contexto universal onde são uma realidade transcendente a transformação da Matéria e a evolução da Força!

Jacinto Alves, membro fundador da ACPC – Academia do Conhecimento Portus Cale e escritor e ensaísta e autor dos livros – « Operação: Quinto Império » (Editora Ecopy); « Ensaio Sobre a Doutrin a do Quinto Império » (Chiado Editora; « Os Arquitetos do Universo – História do Homem Futuro »(Em preparação).

Publicités

La littérature contre les dictatures

Les écrivains contre les dictatures en Europe centrale, orientale et occidentale par Alain Vuillemin, Editions Rafael de Surtis.
En 1989, Alain Vuillemin avait publié aux Editions Méridiens-Klincksieck un ouvrage, tiré de sa thèse, intitulé Le dictateur ou le dieu truqué dans les romans français et anglais de 1918 à 1984. Il reprend et prolonge cette étude importante pour mieux évaluer les processus à l’œuvre dans le traitement de la littérature et des auteurs par les dictatures et l’émergence des « littératures de résistance ».
Familier de la Roumanie, Alain Vuillemin débute cet essai avec le cas exemplaire du « dictateur roumain », qui a nourri singulièrement la littérature roumaine d’expression française de 1983 à 1998.
Il distingue dans la « littérature de résistance », née en Europe sous l’occupation allemande de 1939 à 1945 et désignée plutôt comme « dissidence » à partir des années 1960-1970, plusieurs types de littérature.
Il existe une « littérature du silence » faite d’écrits cachés, parfois de journaux intimes, chez ceux qui, ne pouvant s’exiler et refusant toute compromission, se sont repliés dans « une espèce d’émigration intérieure », prenant parfois refuge, comme le bulgare Lubomir Guentchev dans une langue autre, en l’occurrence pour Guentchev le français. Certains de ces textes silencieux furent définitivement perdus, d’autres publiés des années plus tard, souvent après la mort de leurs auteurs.
Nous trouvons aussi une « littérature de l’exil », à laquelle donnèrent vie des écrivains en exil à la fois de leur pays et de leur langue, rythmée par les drames que furent le « coup de Prague » de 1948, l’insurrection de la Hongrie en 1956, celle de la Tchécoslovaquie en 1968 et d’autres événements majeurs. A cette littérature de l’exil se rattachent de nombreux auteurs dont Ionesco, Cioran, Georghiu, Gombrowicz, Milosz…
La « littérature de la déviance » ou de la dissidence se caractérise par des formes nouvelles de contestation au sein même des pays en dictature, parfois clandestines, parfois non, selon la pression de l’étau dictatorial et la créativité des auteurs pour contourner les interdits.
La « littérature de protestation » rassemble des écrivains qui se sont élevés de manière plus évidente, parfois violente, contre les dictatures, sans avoir toujours été entendus, loin s’en faut. Ce fut le cas face au nazisme comme au stalinisme.
Toutes ces littératures portent bien entendu des paradoxes et des ambigüités, elles n’en sont pas moins une source pour comprendre les périodes concernées et une richesse sur le plan littéraire.

x
La deuxième partie de l’ouvrage s’intéresse à la contestation du pouvoir à travers des auteurs comme Georges Astalos, Oana Orlea, Tudor Eliad ou encore Liliana Lazar. Ces auteurs ont traité l’inscription de la dictature dans la chair mais aussi dans les esprits, les auto-aveuglements des peuples, les métamorphoses des individus, les comportements énantiodromiques, les basculements d’une aliénation à une autre, les cicatrices cachées qui suppurent.
Avec des auteurs comme Alan Sillitoe, Michel Del Castillo, Tudor Eliad encore ou Petru Dumitriu, Alain Vuillemin aborde la question de l’exaltation du pouvoir à travers les tensions entre liberté et violence, ordre et intimité, nihilisme et altérité, totalitarisme et poésie, culpabilité et insurrection.
Les procès staliniens et leur démesure sont l’objet d’une étude particulière qui met en évidence, le grotesque officiel d’une part et la faiblesse de la vérité, qu’elle soit murmurée dans les larmes ou hurlée dans le sang. Face aux « assassinats légaux », la littérature de protestation peine même à rendre compte du gigantisme de l’arbitraire qui devient « incroyable ». La littérature des procès sommaires engendrera son complément « naturel », la littérature de l’univers concentrationnaire, on pense bien sûr à Ana Novac et Elie Wiesel, « deux témoins de l’inhumanité en Europe centrale » mais aussi, côté roumain, à Madeleine Cancicov, Lena Constanté, Oana Orlea ou Lélia Trocan.
Le lecteur ne sort pas indemne de cet essai et c’est une bonne nouvelle. De même que les auteurs de la littérature de résistance se sont heurtés, décennie après décennie, à l’indifférence, la lâcheté, la médiocrité, l’oubli, il ne faudrait pas que l’essai puissant d’Alain Vuillemin passe inaperçu car ce livre traite moins d’un passé récent que de notre présent et d’un futur sombre qui voudrait s’approcher. La littérature et particulièrement la poésie ont vocation à combattre toute forme d’aliénation et d’atteinte à la liberté. A l’heure où une fausse littérature, dissimulée sous un éphémère maquillage pailleté, cherche à endormir les peuples inféodés, il est bon de s’armer contre le processus mortifère d’exclusion – claustration – expiation.
Pour conclure son essai, Alain Vuillemin se tourne vers le mythe occidental du dictateur si vivant dans les romans français et anglais du XXème siècle et évoque, invoque même, dans les derniers mots du livre, ce principe orwellien, « une puissance de résistance qu’aucun dictateur ne réussira jamais à abattre ».
Editions Rafael de Surtis, 7, rue Saint Michel, 81170 Cordes-sur-Ciel.
http://www.rafaeldesurtis.fr/

António Vieira et l’Histoire du Futur

Histoire du Futur. Livre antépremier, Clavis Prophetarum. Fragments et versets nouvellement versés en langue française. Du R.P. Antoine Vieyra S.J., traduction, introduction et notes de Bernard Emery avec la collaboration de Brigitte Pereira, Editions Ellug.

Voici, enfin, disponibles en langue française, quelques-uns des principaux textes de celui que Fernando Pessoa a désigné comme « l’empereur de la langue portugaise », le père António Vieira (ou Vieyra dans ce livre), figure centrale de la pensée lusitanienne et des traditions du Cinquième Empire et du sébastianisme, ce messianisme profond qui perdure depuis cinq siècles.

 couv_hist_futur.indd

Comme le remarque l’auteur et sa collaboratrice, le messianisme utopique chrétien du père jésuite n’est nullement une anomalie mais s’inscrit dans une tradition du Christ-Roi présente dans l’Ancien Testament comme dans le Nouveau Testament, tradition qui pose la question d’une dialectique plus ou moins féconde selon l’appropriation qui en est faite entre le royaume des cieux et le royaume terrestre.

Le père António Vieira (1608 – 1697) s’inscrit dans la trace des prophéties de Bandarra établies dans la première moitié du XIXème siècle qui se réfèrent à une réintégration de l’état originel, à une autoréalisation, au retour du Roi caché, éléments qui chez Fernando Pessoa s’ordonneront en une véritable voie d’éveil.

L’approche de l’auteur et de sa collaboratrice s’appuie sur l’anthropologie de l’imaginaire dont le fondateur, Gilbert Durand, fut fasciné par les mythes portugais qu’il explora longuement avec son ami Lima de Freitas. Vieira, au Portugal comme au Brésil, œuvre pleinement à l’avènement du Cinquième Empire qui doit succéder à celui de Rome. Ce mythe fondateur opère au sein de toute la culture portugaise, consciemment ou inconsciemment, selon les périodes de l’histoire magnifique du Royaume de Portugal avec ses rois visionnaires. On ne peut comprendre l’âme portugaise, le Portugal historique d’hier ou le Portugal d’aujourd’hui sans approcher ces mythes non ordinaires et leur inscription dans la culture y compris politique du « petit peuple » comme on appelle parfois le peuple portugais, « petit peuple » qui nous offrit le monde par ses découvertes. A l’époque de Vieira, il s’agissait bien d’évangéliser la planète pour un unique Royaume sur terre. Aujourd’hui, et notamment grâce à Pessoa mais aussi à d’autres poètes moins connus hors du Portugal, les poètes détenant la double fonction prophétique et philosophique dans cette culture si riche, le Cinquième Empire s’est intériorisé mais pour père António Vieira, il y avait une coïncidence réalisable entre le royaume des cieux et le royaume terrestre.

António Vieira fut un auteur prolifique en même temps qu’un maître de l’art de la langue portugaise. Le choix des textes se référant au Cinquième Empire pour l’établissement de ce livre fut ainsi difficile, mais le résultat est pertinent en nous faisant pénétrer le cœur des enjeux de la vision de Vieira et de son Histoire du Futur. Bernard Emery opéra son choix de texte selon deux axes, le sens et l’esthétique. Le sens au regard des mythèmes composant le mythe du Cinquième Empire et l’esthétique quant aux « meilleures réussites de ce rhétoricien hors du commun ». Nous parlons de choix judicieux car la langue portugaise, considérée comme sacrée par Pessoa et d’autres chercheurs, encore aujourd’hui, habite les mythes autant que les mythes habitent la langue portugaise

Voici un ouvrage indispensable à la compréhension des traditions lusitaniennes mais aussi, plus largement, aux segments et aux articulations des prophéties, à leur appropriation et à leur mise en œuvre.

Editions Ellug, Université Stendhal, BP 25, 38040 Grenoble cedex 9, France.

http://ellug.u-grenoble3.fr/

Transes et prodiges

Transes et prodiges, le symbolisme et l’opérativité des trois feux alchimiques de Pierre-Yves Albrecht, Editions Arma Artis.

Il s’agit de la thèse de doctorat d’un grand connaisseur de l’Afrique du Nord, présentée en 2007 à la Faculté des Lettres de l’Université de Strasbourg. Au cours de ses nombreuses explorations, notamment au Maroc et en Algérie, Pierre-Yves Albrecht s’est intéressé aux zaouias, sanctuaires où sont vénérés des saints-marabouts de l’arabe murabit, « celui qui est lié, enchaîné à Dieu ». Il remarque leurs multiples fonctions : politico-administratves, pédagogiques, spirituelles, thérapeutiques : « Issue du soufisme, la zaouia sédimente la sacralisation du chef d’une lignée (tariqâ) et entretien tune hiérarchisation quasi sacerdotale vis-à-vis des descendants (les chorfa), opposant ainsi une sorte de contre-pouvoir au pouvoir officiel des Oulémas (représentants du clergé officiel). »

Les zaouias incarnent le principe d’une Tradition pure, authentique. Pierre-Yves Albrecht discerne trois mouvements dans ce procès :

– « un culte des saints focalisant autour du mausolée d’un marabout,

– des structures confrériques animées par des rituels et des liturgies spécifiques dirigées par une hiérarchisation de nature initiatique,

– une organisation foncière et économique gérant les produits provenant de vastes propriétés et des dons et offrandes des pèlerins affluant au sanctuaire. »

Cette expression traditionnelle est pluriculturelle à la croisée des trois monothéismes, judaïsme, islam, christianisme semble perpétuer des pratiques archaïques anciennes. Il intègre à la fois des phénomènes comme la transe et des conduites considérées comme déviantes et les mystiques les plus dépouillées.

La thèse développée ici s’appuie sur des matériaux recueillis par un long travail de terrain. Elle se concentre sur la symbolique de ce que l’auteur désigne comme « les trois feux », très présente dans la dimension thaumaturgique de ces traditions et dans les expériences de mystique extatique. Avaler de l’eau bouillante, dévorer des reptiles venimeux ou des scorpions, pénétrer sans dommage dans un four brûlant ne sont pas que des manifestations de pouvoir spectaculaires. Ces actions singulières, inscrites dans le cadre général du soufisme, véhiculent une dimension symbolique remarquable, non comme simple représentation mais bien, comme le rappelle l’étymologie dans une fonction de réunification aux conséquences thérapeutiques.

Par ailleurs, la permanence de l’élément feu dans ses actes particuliers, prend sens dans le contexte de l’alchimie arabe. Métaphysique, cosmologie et anthropologie contribuent à une compréhension la plus ajustée possible de phénomènes attestés par de nombreux chercheurs scientifiques, tout en prenant en compte trois rapports au monde, matérialiste, idéaliste et opératif. Pierre-Yves Albrecht met en évidence la dimension alchimique opérative de ses phénomènes. Cela passe par une catégorisation des transes, une saisie des composants essentiels des modèles du monde du soufisme et de l’hermétisme arabe qui déterminent eux-mêmes la nature de l’expérience, pour mieux observer l’efficacité symbolique du feu mis en œuvre dans ces diverses ascèses. Au cours de ce travail, le processus initiatique est décortiqué, analysé, étudié dans ses divers contextes culturels, historiques, géographiques, puis recomposé dans sa portée systémique. La transe est bien sûr au cœur du sujet. La distinction des différents types de transe permet de distinguer entre éléments essentiels et expressions culturelles. L’alchimie spirituelle, qui n’est pas séparée de la matière mais l’inclut et la transforme, est impossible sans un autre rapport au temps que notre rapport habituel conditionné. La puissance imaginale peut se mettre à l’œuvre depuis un non-temps qui autorise tous les possibles par un jeu créateur entre le dense et le subtil. La « personne », mise à l’écart, le témoin bien en place, la conscience non-duelle apparaît dans sa plénitude. De cette triangulation, les conditions de l’œuvre dépendent.

Les principes qui se dégagent de ce travail minutieux, particulièrement riche sont autant de pistes pour le chercheur, relevant tant des voies d’éveil que de la philosophie et de la science quantiques.

Editions Arma Artis, BP 3, 26160 La Bégude de Mazenc, France.

http://arma-artis.com/editions-accueil.php

Ciné Fès

Ciné Fès, la ville, le cinéma, 1896-1963 de Pierre Grouix et Rachid Haloui, collection Pour un Ciel désert, Editions Rafael de Surtis.

Ce voyage dans le temps fait pénétrer le lecteur dans une triple intimité, celle de Fès, celle du cinéma et celles des auteurs. Pierre Grouix porte sur Fès où son père est né le regard libre du poète. Rachid Haloui est né à Fès. Il y est architecte.

C’est la ville neuve, tu temps du protectorat qu’explore Pierre Grouix. C’est en effet le cinquième volet de cette aventure en mots et en images. Nous avons oublié aujourd’hui la place essentielle du cinéma d’autrefois dans la cité. Daniel Rivet, dans sa préface, indique : « Dans l’évolution du public se lit en creux toute l’histoire de la ville. », et particulièrement les rapports complexes et nuancés entre Marocains et Français.
Les auteurs ont rassemblé un matériau considérable fait de photographies, affiches, articles de presse, publicités, témoignages. Chacune est l’objet d’un texte qui, à travers détails et fils d’Ariane quasi invisibles, dérive dans le passé pour en saisir l’essentiel. Le ressouvenir est le véhicule d’une pensée profonde sur ce qui nous constitue comme être humain. Non de grandes idées ou de grands principes mais une multitude d’impressions, de sentiments, de troubles, assemblés et damassés par le forgeron de la vie quotidienne en une lame-esprit tranchante.
Cette archéologie du quotidien cinématographique fait déambuler lentement le lecteur dans la cité de Fès, pas à pas, rue après rue, salle après salle. Fès, cette autre Bagdad mythique, devient familière au lecteur avant que Pierre Grouix ne le conduise dans son âme d’enfant cinéphile.

« Il y a toujours eu pour moi deux sortes de films, ceux que mon père a vu à Fès, et les autres, tous les autres. Je ne suis jamais entré dans un cinéma sans d’abord penser à lui, à la manière dont là-bas, alors, au Maroc, dans les années quarante et cinquante, ses yeux marron, à un pixel près les mêmes que les miens auraient regardé, du noir et blanc à la couleur, telle scène de tel film. Il ne m’est de cinéma que de mon père.
Un enfant et le cinéma dans une certaine ville à un moment donné du temps. Tels sont les deux acteurs des pages à naître ici. De leur début, déjà lointain, à leur fin proche, il s’est agi pour moi de croiser par l’encre le trajet d’un art particulier, l’art moderne par excellence, le cinéma, et le parcours dans les rues récentes de la ville d’un enfant de Fès à la fois banalement comme les autres, avec lesquels il a tant de traits communs, et intensément différent à mes yeux du simple fait compliqué qu’il est mon père. Le cinéma à Fès, oui, mais du côté (à côté ?) de mon père.
J’ai cherché ici à rendre la manière dont cet enfant a pu vivre au quotidien son rapport à cet art dans des années qui sont à la fois proches (nombreux sont en effet les témoins qui s’en souviennent, et assez généreux pour livrer, partager leurs souvenirs) et lointaines (car elles semblent appartenir à un état révolu du monde, d’où une impression de fausse proximité qui est celle de ces mêmes témoins quand, devenus des revenants, ils retournent, ou croient retourner, parfois très longtemps après, dans la ville). »

Si Pierre Grouix s’inscrit dans une queste individuelle, le livre n’est cependant pas un ouvrage personnel. Il convoque dans ses pages tant de personnages que nous sommes dans un intime multiple partagé sur un écran de cinéma. Son écriture relève d’une peinture poétique. Touche après touche, nuance après nuance, l’image apparaît nettement, terriblement, parfois cruellement, vivante, derrière le voile de fumée des souvenirs.

« Les souvenirs sont vivants, nous rappelle Rachid Haloui. Ils changent, s’estompent, s’en vont puis reviennent. L’attachement au passé bouscule la mémoire et renie le présent. Mais le sens de l’histoire fait accepter le présent. Voir l’histoire s’écrire ! Vivre les souvenirs de demain ! Mais les souvenirs du passé sont édulcorés et leur douceur lutte avec l’irréversibilité du temps. »
Editions Rafael de Surtis, 7 rue Saint-Michel, 81170 Cordes-sur-Ciel, France.

L’adieu aux rois de Valère Staraselski

L’Adieu aux Rois de Valère Staraselski, Editions Cherche-Midi.
Ce roman historique ou cet essai romancé met en scène dans un huis-clos intense et révélateur quatre hommes et une chatte, rue de Nevers à Paris en pleine Révolution du 4 au 30 janvier 1994, du 15 Nivôse au 11 Pluviôse de l’An II. Il s’agit du royaliste Ferdinand Gautier, catholique fervent et organiste titulaire des orgues de l’abbatiale de Saint-Denis, de Marc-Antoine Doudeauville, avocat robespierriste, de Georges de Coursault et d’André de Maisonseule. L’enjeu de cette rencontre est la rédaction d’un mémoire destiné à Sebastien Bréhal, ami de Doudeauville, demeurant en Amérique et soucieux de connaître la situation du pays. La chatte se nomme Bergamote. Elle traverse la scène de temps en temps comme une accalmie bienvenue.
Valère Staraselski réussit à mettre en scène dans la pièce unique d’un appartement les enjeux, les paradoxes et les excès de cette Révolution que nous croyons bien à tort connaître, depuis les bancs de l’école. L’essence de cette Révolution nous échappe, masquée par des clichés et des enseignements forcément réducteurs. Par conséquent, nous sommes toujours incapables de mettre en œuvre pleinement toutes les avancées de ces années terriblement créatrices et visionnaires.
Deux axes, tantôt parallèles, tantôt se croisant avec harmonie, tantôt se heurtant violemment, supportent l’écriture originale de ce texte. Le premier concerne l’exhumation des cadavres des rois et reines de France enterrés à Saint-Denis (devenue Franciade sous la Révolution) : démontage des monuments funéraires, récupération des matériaux réutilisables et des richesses puis transfert des cadavres dans deux fosses communes. Une profanation d’une violence inouïe pour Ferdinand Gautier et nombre de royalistes ou plus simplement de croyants. D’autres y voient un acte de justice, une « rectification » de l’histoire qui rend en quelque sorte les rois et reines aux peuples. Certains y voient une occasion de pillages, d’émotions malsaines, de vengeances, de ricanements et de beuveries. Le second axe concerne Robespierre que l’histoire, réductionniste, considère trop souvent comme sanguinaire et responsable des excès révolutionnaires. Doudeauville va extraire des discours de Robespierre et de quelques autres témoignages de l’époque de quoi restituer un Robespierre mesuré, distant, soucieux d’éviter les pièges des passions guerrières et vengeresses, un homme d’abord préoccupé du politis et de la souveraineté du peuple, qui se heurtera au mur de la bêtise intransigeante et des intérêts particuliers quand lui voulait inviter au gouvernement et à la vision politiques.
Le choc de la longue litanie des exhumations, si détaillées que le lecteur ne pourra plus ignorer les divers modes de traitement des dépouilles royales au fil des temps, pas plus que les pestilences diverses des cadavres mis au jour, avec la défense de Robespierre, accusé par certains, faux amis et vrais ennemis, de tous les maux de la Révolution alors qu’il avait cherché à en prévenir les excès, les dérives et les fautes, éclaire la nature de l’humanité, ses aspirations et ses déperditions, ses lumières et les fosses fétides de sa psyché. De cette dialectique naît chez le lecteur une véritable expérience des nuances de la Révolution.

Puis se tournant vers l’avocat, il ajouta derechef :
« On ne peut pas dire qu’il le porte dans son cœur, hein, le Maximilien !
– Ça ! » acquiesça pour sa part George de Coursault juste avant que Doudeauville ne réagisse par ses mots :
« Ferdinand Gautier est un brave homme ! Choqué par ce qu’il a vu, traumatisé sans doute. On le serait à moins… Il n’est pas en état de comprendre que Robespierre est l’arbitre et non le responsable de toutes ces choses ! Surtout pas de ces exhumations ! N’a-t-il pas encore récemment épargné Mme Elisabeth, en refusant de la faire exécuter au seul prétexte qu’elle est la sœur du roi ? »
A recevoir ces paroles inattendues, Coursault et Maisonseule ne surent que répondre.
« Et en politique, point besoin d’être grand clerc pour comprendre que, malgré qu’il se contraigne, Gautier est royaliste ! Royaliste comme je l’étais moi-même avant Varennes ! Pour moi alors, nuire au roi revenait à nuire au Bon Dieu lui-même !…
– Oui et tu récidives avec Robespierre ! asséna gaiement Maisonseule.
– Ne recommençons pas, veux-tu bien, l’ami ! rétorqua l’avocat en lui adressant un sourire amical. Ce que je dis le plus naturellement du monde, c’est que sans Maximilien Robespierre, notre pays serait depuis longtemps parti à vau-l’eau. Toute son action le prouve ! Il est, lui, à la hauteur de la situation qui, chacun en convient…
– Et Danton ? s’exaspéra soudainement Maisonseule.
– Qui te dit le contraire !… Danton a joué un grand rôle ! Seulement, Robespierre qui ne cesse de le défendre, lui et Desmoulins régulièrement attaqués par le camp opposé, est bien, en même temps, le cerveau et la conscience de notre pays aujourd’hui !
– Hum, concéda Maisonseule, plaçant ses puissantes mains sur l’extrémité de ces genoux.

Valère Staraselski nous parle de 1793, an I de la République Française, cette année qu’une certaine gauche au pouvoir voulait oublier lors des célébrations du bicentenaire de la Révolution. Il aborde aussi la question, souvent occultée, du rapport au divin de Robespierre et de nombre de révolutionnaires, désireux d’en finir avec le totalitarisme de l’Eglise mais pas avec l’Être suprême.
Davantage que Robespierre, c’est, une fois encore, la démocratie et les principes et valeurs de la République que Valère Staraselski veut défendre. Comme très souvent dans ses écrits, il évoque le passé pour nous parler d’aujourd’hui et du futur que nous voulons établir.
En choisissant une construction littéraire risquée mais parfaitement maîtrisée, basée sur une étude érudite des documents, il maintient le lecteur dans la tension controversée d’une époque. La richesse subtile des émotions, des pensées, des propos, des gestes anodins mais si parlants des acteurs de ce huis-clos rend compte de l’extraordinaire complexité de l’époque la plus marquante, la plus bouleversante du dernier millénaire, un océan d’intranquillité fécond de libertés pour la plupart niées ou refusées encore de nos jours.
Dans le style sobre et élégant qui le caractérise Valère Staraselski poursuit son inlassable œuvre d’éveil de la conscience politique et de l’éthique sociétale, si absentes de ce début de siècle, si urgemment nécessaires.
Site de l’auteur : http://www.valerestaraselski.net